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O Outono do Patriarca - Gabriel Garcia Marquez
Copiei esse trecho do google e o transcrevo porque me pareceu muito fiél ao que sinto pelo livro:
"O
general era filho de uma criadora de pássaros, Bendición Alvarado que,
ao vê-lo pela primeira vez de uniforme de cerimónia com as medalhas de
ouro e as luvas de cetim que continuou a usar durante o resto da sua
vida, exclamou "se eu soubesse que o meu filho vinha a ser Presidente da
Républica tinha-o mandado à escola". O tirano dizia ter sido concebido
pela graça divina , fez-se Messias, aclamado pelo povo e atacado pelo
"vicío solitário do poder, até o seu próprio compadre serviu ao jantar, o
corpo recheado de pinhões e ervas aromáticas. Foi, hipoteticamente, pai
de cinco filhos, todos nascidos de sete meses, dono de umas mãos sem
mácula de linhas nas palmas, de uns enormes pés chatos e de um
descomunal testículo que lhe encheu de dor toda a sua longa vida. E a
sua morte, que ocorreu numa idade incerta entre os 107 e os 232 anos foi
aplaudida com música, foguetes e sinos anunciando ao mundo "a boa nova
de que o tempo incontável da eternidade tinha finalmente acabado".
Isolado no seu palácio e transformado, com o passar do tempo, num velho e
decadente ditador latino-americano, o general torna-se numa síntese da
história de um continente submetido durante décadas aos regimes
totalitários. Deste livro disse Gabriel Garcia Marquez "o que difícil
não foi escrevê-lo, mas tirá-lo de cima de mim".