• Hoje - 25 de dezembro - é a última quinta-feira de 2008.

    Quando chega o fim do ano nós temos uma certa tendência para refletir um pouco sobre o que fizemos e alguns de nós fazemos as já famosas resoluções de ano novo.

     

    Pois sei uma história muito antiga - creio que da tradição persa - que trata (ou pode ser entendida como se tratasse) desse momento de exame interior. Porque sabendo de onde viemos e o que fizemos para chegar até aqui, temos um pouco facilitado nosso trabalho de seguir em frente.

     

    Essa é uma história que é contada às quintas-feiras por isso quem quiser conhece-la clique aqui.

     

    Mushkil Gusha é o dissipador de todas as dificuldades e meus votos são de que cada um de nós possa resolver suas questões e continuar a jornada de aprendiz, porque como escreveu o poeta Noel Rosa "o mundo é uma escola e a gente precisa aprender a ciência de viver (prá não sofrer)".

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  • Lançamento do livro

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  • Motorista FC

    Numa visita que fez ao blog, Jorge carrano Júnior me informa que  "o Motorista FC ainda existe, na Rua Major Bezerra Cavalcanti, 460, no Centro da cidade".

    Papai nos levava - Chico e eu - para assistir jogos aos domingos e lembro de algo sobre passar a querer levar apenas um de nós. O que resultou numa interdição materna a essas excursões dominicais, com uma declaração do tipo "os dois ou nenhum".

    Agora papai e Chico estão mortos. Rio Bonito é uma lembrança que o Júnior me aconselha a proteger na memória, receando que as mudanças naturais acontecidas na cidade possam me entristecer.

    A cidade não chega a ser, como Itabira para Drumond, "um retrato na parede", mas também dói.

    Além de o que Chico e papai, que seriam capazes de lembrar o nome de alguns dos jogadores daquele tempo ,não estão mais aqui para me socorrer a lembrança  que se esvanesce.

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  • Uma criança morreu em Rio Bonito

    Foi o meu amigo Cláudio Galperin quem me sugeriu que essa frase soava como título de um texto, particularmente em se tratando de mim que nasci em Rio Bonito.

    A frase, parte das notícias sobre as chuvas de fim de ano e suas conseqüências desastrosas, reportava a morte de uma criança num desabamento no “meu” Rio Bonito; uma cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro na direção da Região dos Lagos a cerca de 50 minutos de Niterói.

    Na minha lembrança Rio Bonito é uma cidade pacata, onde Chicão e eu aprendemos a ler e estudamos catecismo. Onde havia um time de futebol chamado Motorista F.C. e onde viviam os amigos do papai.

    Saímos de lá em 1949 para trabalhar na pensão da Tia Zula, em Niterói e regressamos umas poucas vezes, em férias escolares para visitar vovó Ponilha e amigos.

    Papai sempre disse que queria ser enterrado em Rio Bonito, mas como também dizia que não tinha onde cair vivo, porque morto pode cair em qualquer lugar, nós o enterramos em São Gonçalo mesmo.

    Ultimamente ando sentindo saudades de Rio Bonito e só não programo uma ida até lá porque desconfio que minhas saudades são daquela cidade de 1949 onde se ouvia a marchinha de carnaval “é com esse que eu vou” – sucesso daquele ano – e onde Quia matava porcos diante do olhar maravilhado de uma criança de seis anos.

    Talvez  eu tenha relacionado a morte causada pela chuva com aquela outra, causada pela vida.

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