Hoje é o aniversário da final da copa do mundo de 1950.
Aquele foi um dia nacionalmente triste. Talvez um dos mais tristes que presenciei nos meu 67 anos. Talvez tão triste quanto o dia da morte de Getúlio Vargas.
Gente chorando na rua e um silêncio estranho e pesado.
Meu Vasco foi a base da seleção brasileira de 50. Era um belo time com jogadores fabulosos, como Ademir, Zizinho, Juvenal, Barbosa.
E fizemos um campeonato maravilhoso até o jogo final, quando perdemos por 2x1 para o Uruguai.
No jogo contra a Espanha a torcida cantava "Touradas de Madrid", enquanto o Brasil goleava em campo:
"eu fui às touradas de Madrid
Pararatimbum, bum bum
Pararatimbum, bum bum
E, quase não volto mais aqui prá ver Celi, beijar Ceci
Pararatimbum, bum bum
Pararatimbum, bum bum
Eu conheci uma espanhola
natural da Catalunha,
queria que eu tocasse castanhola
que pegasse um toura à unha..."
Enfim, o sucesso teria nos subido à cabeça e parece que sofremos de uma doença muito comum: "vitória antecipada".
Deu no que deu e lembrar é importante como aprendizado. Afinal o jogo "só acaba quando termina", conforme nos ensimou Abelardo Barbosa - o Chacrinha.