Parece que estamos começando a ser tocados pela mudança nos padrões de gestão.
É uma hora confusa. As referências que tínhamos estão se movendo ou já se moveram (ou as duas coisas), como nos caleidoscópios.
De uns tempos para cá surgiram conceitos como sustentabilidade e governança corporativa. E nós, sem que tivéssemos tempo para assimilá-los, nos sentimos obrigados a nos referir a eles, como se fossem velhos companheiros de jornada.
Agora vivemos decretando o fim das coisas (temos a estranha mania de fazer isso vez em quando); hora é o livro que vai acabar, hora mídia de massa. Num evento de marketing ouvi que as marcas já morreram e que o marketing também.
Tenho a impressão de que o conhecimento - como a luz quando "entra" n'água - refrata quando penetra na sociedade.
Cada um de nós recebe sua parcela de conhecimento de um modo próprio, a partir da experiência que adquiriu ao longo da vida e do seu sistema individual de crenças e valores.
Marketing, por exemplo pode ser entendido como "um sistema de apoio às vendas", "propaganda" ou mesmo "mentira".
Embora Peter Drucker seja unanimemente reverenciado, não conseguimos assimilar seu ensinamento mais básico: "marketing é a função da empresa". No sentido de que as empresas nascem para colocar produtos, serviço , ideias no mercado. Logo elas existem para "go to market". logo para "marketing".
Desde a separação nas estruturas organizacionais: marketing X vendas X comunicação corporativa...
Até as divisões "de uso"; marketing esportivo, marketing político, marketing social.....
Agora nossa confusão aumentou com a proximidade da mudança e andamos todos nervosos e aflitos, como as galinhas, quando pressentem que vai chover.