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o olhar inovador II

Minha amiga Tânia Savaget fez uma visita ao ponto paragrapho e deixou o comentário abaixo no post "o olhar inovador":

"Mário, estou curiosa para saber mais sobre as suas crenças. O pensamento linear não é muito adequado aos processos de inovação. O pensamento criativo, se não for minimamente direcionado, também não. Imagino que o olhar inovador seja um olhar amplo, sensível, talentoso, feito de humildade e responsabilidade. "

Pois é.

Enquanto o pensamento linear, normalmente é comandado por associações e segue sempre em frente.

(- "Olhe prá frente!" - dizem os adeptos do pensamento linear, talvez crendo que a vida é uma sucessão de decorrências lógicas)

A proposta que vimos fazendo - Olga Modesto, Bia Machado e eu - é a de olharmos à nossa volta e de fazermos isso (ou pelo memos tentarmos fazer isso) em várias dimensões.

Primeiro tendo as pessoas no centro e pensando na nossa atividade o que vemos em volta.

Depois olhando pro tempo com o passado no centro o que vemos à nossa volta.

Aí, de novo com as pessoas no centro e pensando a partir das referências passadas e presentes sobre quais futuros poderão ser construidos.

E como disse a Tânia fazendo isso com humildade e responsabilidade.

Como quem joga as varetas do I Ching.

Assim deve ser o olhar inovador. Ou pelo mesnos é como pensamos que ele deveria ser na Faculdade da Imaginação.

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Comentários  2

  • Bia Machado 22 abr, 07:17

    Mario, Tania, interessante tudo isso... quanto ao i ching, a humildade e a responsabilidade, maravilha, 3 lembranças fundamentais, dariam horas adoráveis de conversa produtiva. Quanto ao direcionamento do pensamento criativo de que a Tania falou, ocorre-me por um temperinho na idéia: alguns místicos persas costumavam usar uma metáfora baseada na confecção de tapetes: no tear, você primeiro constrói a urdidura, q deve ser bem firme e bem fixa, em seguida, vc tece nela a trama, com o desenho q vc quiser. Desse modo, a urdidura é sempre feita do mesmo jeito e a trama é sempre variada, ou seja, é a "rigidez" da urdidura q permite q a gente faça a trama dos jeitos mais infinitamente variados. Assim, eles consideravam q o segredo da liberdade criativa está no correto assentamento dos seus termos de referência, que, quanto mais sólidos e firmes, mais solto vc pode ficar prá viajar sem se perder. No caso da inovação, a urdidura consiste num processo de entendimento inteligente do mercado, e a trama, bom, a trama cada hora é uma coisa nova mas, por agora, vou dizendo assim castelarmente que ela é essa inteligência que entende que não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar... abs aos 2.
  • Ary Alonso 28 abr, 07:36

    Castelar, águas profundas á vista...
    Agora, "quem me navega é o mar", emocionou.
    abraço, ary
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