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mais barato!

As empresas, de um modo geral, preferem utilizar a estratégia da comparação para competir. em alguns setores do mercado, como varejo, por exemplo essa escolha fica bem marcada.

Vejo lojas independentes, cadeias, pequenos, médios e grandes empreendimentos de varejo. Todos ou quase todos usando apenas um argumento para atrair clientes: preço.

Uma verdadeira batalha com uma arma só. Talvez duas; preço e condições de pagamento.

 Todas dizem vender mais barato

Enquanto isso sonho com uma empresa que utilize um vocabulário mais rico. Que fale de prestação de serviço, de conforto, de variedade, de prazer de frequentar um espaço onde as pessoas são reconhecidas e respeitadas.
Quem sabe um dia?

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Comentários  2

  • Marcela Costa Cruz Peixoto 9 mar, 05:46

    Mario,

    O que mais tem hoje em dia, ao menos no setor de beleza, é isso. Aquele salão no alto de uma torre de um shopping alto padrão em São Paulo, que cobra 300 reais por um corte, você pode beber champagne e comer delicatessen elaboradas não está competindo por preço, sim por imagem de status, glamour.
    Aqui no Rio, vejo acontecendo a mesma coisa. O universo feminino tá recheado de exemplos onde o preço deixou de ser o maior atrativo. Não é à toa que o que mais vejo aqui é salão e afins pipocando pelas ruas, competindo em diferenciais que não são preço, porém serviços.
    Botox, tratamento pra celulite, flacidez, tudo isso custa caro e a mulherada paga, e como é para a imagem e o bem estar, a imagem e o atendimento atraem bem mais que o preço.
    Uma massagenzinha na hora da manicure encarece a unha e os salões não ficam vazios. Aliás, esse é o que diferencial que atrai a mulher que usa com frequência o serviço.
    A Natura não é mais barata que a Avon, mas tá linkada a conceitos de conservação da natureza e têm uma imagem fixada em qualidade, matéria-prima elaborada, cultivada lá na Amazônia, enquanto a Avon ainda carrega o peso do passado cafona do porta em porta e daqueles perfumes, que ela só não tira do catálogo, pq as senhoras ainda compram. E é outro público mesmo. Por mais que ela tente abrir o leque. Mudou um pouco, porém ainda há diferença com as que trabalham algo a mais que preço.

    Aliás, talvez por isso, o preço da Avon tenha subido tanto, para não parecer menos bom, pois tem gente que lê a qualidade pelo preço. E isso é algo enraizado faz tempo. Pra competir, como fazer? Onde fica o equilíbrio? Trabalhar com os 2 tipos de consumidores ao mesmo tempo é complicado...
    O preço, quando se fala em beleza, definitivamente, não é o que pesa mais.

    Por mais que dependa do perfil. Varejistas já não competem mais só com o preço, tem showzinho na porta da frente, no mínimo. É cafona, mas apela-se pra tudo por aqui, rs
    ( Ok, ça depend, je sais)

    Enfim, em alguns setores,há um tempinho e um luxo pro " eu me amo" que os terapeutas modernos tanto indicam. E em tempos modernos de mulheres que ralam à beça no mercado, elas se permitem.
    Alguns homens tb:)

    Setor luxo a gente não comenta...

    Beleza tem hora que dá dor de cabeça a ponto da gente ter que ir à farmácia comprar é um dorflex ao invés de um anti-rugas :)

    Bjos
  • Gilmar 10 mar, 11:33

    Mário,

    Esta tem sido a "receita" seguida principalmente no varejo, como bem afirma você, nós consumidores somos bombardeados diuturnamente com comerciais afirmando que a empresa "A" vende mais barato do que a empresa "B" e vice e versa. Isto é conspirar contra a inteligência do consumidor moderno que cada vez mais está provido de informaçoes,senso critico e discernimento.

    Mais lamentável ainda é perceber pequenos varejistas entrando também nesta ciranda suicida enquanto poderiam ter abordagens diferentes, focadas principalmente em atendimento e experiência de compra memorável. Estes pequenos varejistas têem a seu favor principalmente a baixa escalabilidade que ainda os permitem tratar seus clientes com mais pessoalidade, etc.

    Para quem acha que agregar valor, oferecer experiência de compra memorável requer grandes estratégias e investimentos, compartilho com vocês algo que presenciei no último sábado na Feira da Lua aqui em Goiânia.

    Nesta feira que funciona todo sábado das 16:00 as 21:00 h., tem aquele pessoal que fica vendendo frutas em carrinhos da madeira, andando pela feira com minha esposa passamos por diversos carrinhos que ofertavam goiaba, a oferta em praticamente todas era semelhante (06 goiabas por R$ 10,00), ocorre que acabamos comprando em um carrinho de um garoto de aproximadamente 15 anos por nome de João (05 goiabas pelos mesmos R$ 10,00).
    O que nos levou a pagar o mesmo preço por uma goiaba a menos? Podem se perguntar foi o tamanho da goiaba? Não. Foi o atendimento do João? Não necessariamente, apesar do João ser muito gentil e educado. Então o que foi? __ O João oferecia um diferencial... com uma faca de mesa destas que usamos em nossas refeiçoes diárias, ele cortava a goiaba em cruz e oferecia uma pitada de sal, logo para nós transeuntes que queríamos degustar o fruto na hora isto se apresentava com um difencial.

    E viva o João!!! vendedor de goiaba da Feira da Lua em Goiânia pela sua sensibilidade e percepção mercadológica.
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