Nos últimos dias vi/ouvi/li pelo menos duas notícias de violência fora (?) do ambiente criminal. Veteranos de uma universidade maltratam e humilham calouros no horário nobre da TV e torcidas se pegam a paus e pedras.
Mortos e feridos engrossam a estatística dos desastres naturais e da insenbilidade que se manifesta nos meios mais insuspeitos, como centros cirúrgicos, por exemplo.
No jogo Santos X Corinthians um lance me chamou a atenção.
O Santos ganhava por 2 X0 (merecidamente, na minha opinião. Mesmo torcendo pro Corinthians). alguem lançou uma bola em profundidade e Neymar dominou em flagrante impedimento, prontamente assinalado. Um jogador do Corinthians se aproximou para cobrar a falta e Neymar continuou a jogada e segurando a bola com as mãos se encaminhou para o campo santista. Nervoso o jogador do Corinthians deu-lhe um empurrão.
Os narradores /comentaristas no lugar de censurar a titude do menino louvaram a provocação, como se o futebol fosse isso; um conjunto de manobras "marrentas", um jogo de procações e agressões no qual há de vencer o "mais malandro".
Neymar tem 18 anos. Já usa corte moycano e fala com ar de esperteza. Que pena...
É nessa onda que as torcidas antes, durante e depois dos jogos se matam em nome do que cham de paixão clubística, pensando como reza o paradígma que "a alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo".
Será?