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Será?

Nos últimos dias vi/ouvi/li pelo menos duas notícias de violência fora (?) do ambiente criminal. Veteranos de uma universidade maltratam e humilham calouros no horário nobre da TV e torcidas se pegam a paus e pedras.

Mortos e feridos engrossam a estatística dos desastres naturais e da insenbilidade que se manifesta nos meios mais insuspeitos, como centros cirúrgicos, por exemplo.

No jogo Santos X Corinthians um lance me chamou a atenção.

O Santos ganhava por 2 X0 (merecidamente, na minha opinião. Mesmo torcendo pro Corinthians). alguem lançou uma bola em profundidade e Neymar dominou em flagrante impedimento, prontamente assinalado. Um jogador do Corinthians se aproximou para cobrar a falta e Neymar continuou a jogada e segurando a bola com  as mãos se encaminhou para o campo santista. Nervoso o jogador do Corinthians deu-lhe um empurrão.

Os narradores /comentaristas no lugar de censurar a titude do menino louvaram a provocação, como se o futebol fosse isso; um conjunto de manobras "marrentas", um jogo de procações e agressões no qual há de vencer o "mais malandro".

Neymar tem 18 anos. Já usa corte moycano e fala com ar de esperteza. Que pena...

É nessa onda que as torcidas antes, durante e depois dos jogos se matam em nome do que cham de paixão clubística, pensando como reza o paradígma que "a alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo".

Será?

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Comentários  2

  • Regisclei 2 mar, 11:58

    É, grande Mário...
    Infelizmente essa sede de ver o circo pegar fogo é que coloca cada vez mais pra baixo o nível de civilidade desse nosso povinho.
    Merecendo, e muito, o título de palhaço, com direito a nariz de bolinha vermelha, contrastando com a cara lavada que nunca fica vermelha.

    Mas deixa eu louvar uma iniciativa que está no canto oposto a isso; a campanha "Trânsito mais gentil" da Porto Seguro.

    Garanto que não estou levando nenhum jabá aqui.
    Nem sequer sei o nome dos criadores da campanha.
    Mas lembro de um post, aqui no Ponto Paragrapho, onde falamos sobre gentileza.

    Ainda torço pro dia em que criem uma regra no futebol (ou em qualquer outro jogo) em que,
    da mesma forma que as faltas cometidas hoje são punidas com cartões,
    uma gentileza feita por um jogador em campo dê bônus pro seu time.
  • Ary Alonso 5 mar, 10:00

    Castelar, as pessoas passam umas pelas outras e não falam bom dia, nem quando entram no elevador...Pensar que o Rio já foi exemplo de elegância e educação internacional.
    E o poder público faz a sua parte, dando exemplo de violência e abuso, quando garotos são agredidos verbalmente com gritos, nas "barreiras" que impedem o cidadão de ir e vir livremente. Saudades da ditadura, quando pelo menos podíamos fumar onde quiséssemos e só aconteciam barreiras por eventos graves. Eu não fumo, mas sei que numa sociedade livre existe menos interferência. Hoje, o que impera é a covardia, típica de bandidos, políticos e bad boys. Nunca vi um apenas, o qual demonstrasse masculinidade fora de uma situação covarde.
    Logo, logo, estarão determinando que tipo de informação as pssoas poderão receber.
    Ainda bem que aprendi a determinar o que entra no meu universo.
    abração, ary
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