Hoje é dezoito de fevereiro..
Carnaval acabou (num certo sentido, porque ainda teremos desfiles de campeãs em São Paulo -sexta-feira - e no Rio - sábado- pelo menos).
Rosas de Ouro ganhou em São Paulo (viram o comprometimento da presidente da Escola?) e Unidos da Tijuca foi a campeã do Rio (finalmente Paulo Barros emplacou sua proposta, seu jeito de fazer carnaval).
Os jurados não pareceram impressionados com os 100 anos de Noel Rosa.
Pena. gostei do desfile da Escola e, em particular do samba do Martinho da Vila.
Sei que uma Escola tem que ser a campeã e que as comunidades lutam e esperam pela apuração um ano inteiro, mas todos os julgamentos acabam sendo injustos, no sentido de que senão as doze pelo menos umas quatro mereceriam ganhar o título e tudo acaba decidido por pequenos detalhes ou por questões de interpretação.
As Liga das Escolas de Samba (Rio e São Paulo) adotaram um sistema de descarte da menor e da maior nota de cada quesito numa tentativa de minimizar eventuais 'implicâncias" ou "favorecimentos", mas ainda assim é uma pena que no final das contas apenas uma quadra faça festa.
Minha percepção do universo das Escolas de Samba vem de apenas uma experiência, quando a Nestlé patrocinou a Grande Rio no carnaval de 2005. convivi com a Liga, com a Escola e com a Comunidade do Samba por oito meses. Não percebi antagonismo. Claro todos querewm que suas respectivas escolas ganhem o carnaval, mas há respeito e um forte senso de solidariedade. Há reconhecimento do talento (como não haveria) esteja ele onde estiver. No desfile de 2010 a Grande Rio homenageou todas as outras escolas e reconheceu a importância de Joazinho Trinta, de Paulo Barros, de Mestre Jamelão (como não poderia?).
Vocês já viram reconhecimento assimno universo do marketing?