O Decio Martins deixou um comentário no post "marplan", lembrando que foi ele quem me contratou.
Foi mesmo! ele era o Gerente do escritório da Marplan no Rio de Janeiro. naquele 1967 que mencionei no post e que reproduzo abaixo:
"Comecei em 1967, quando Hermes e eu decidimos vender o Ginásio São Paulo e fiquei sem emprego.
Durante o jogo de buraco, no sábado, na casa do Senna, ele perguntou como ia o colégio e eu falei da venda.
Solidário, ele me contou sobre uma vaga que existia na Marplan.
Na semana seguinte, fui contratado.
O cargo era o de Supervisor, mas comecei preenchendo fichas de
quarteirão; bairro, número para sorteio, ruas pelas quais ele é formado
e alguma informação relevante que tenha sido fornecida pelo pessoal de
campo, do tipo quarteirão ocupado por hospital.
Também realizei entrevistas domiciliares, verificação de questionários e tabulação manual.
Um dia fui promovido a Analista.
Os analistas recebiam o briefing, redigiam a proposta, construíam o
questionário, elaboravam o plano de tabulação (nas pequenas amostras
chegavam a fazer, manualmente, a tabulação) e apresentavam os
resultados ao cliente.
Por causa disso, pude aprender um monte de coisas num curto espaço de
tempo. Desde o sorteio dos quarteirões até a impressão do relatório.
Trabalhei um tempo sob a direção do Alfredo do Carmo, que me ensinou um bocado e sugeriu jeitos de dar forma à minha intuição.
Conheci a Dilma e a Mariza Brugiollo, analistas sensíveis, disciplinadas e estudiosas.
Trabalhei com o Júlio Vercezi, o Pergentino, o Arthur César, a Aline Cabral. Convivi com o Whair, a Tânia, a Olenka.
Meu Deus! Tive mesmo muita sorte.
Freqüentei uma ou duas das famosas reuniões de sábado na casa do
Alfredo, com os caras do primeiro time. Como Dr. Otávio da Costa
Eduardo decano dos pesquisadores brasileiros.
Na atividade de pesquisa achei minha turma. Na maioria dos casos, gente
que não tinha medo da sua ignorância (afinal, ignorar é o requisito
básico para pesquisar).
Essa é uma das razões pelas quais, não sei por que vim parar em
propaganda. Publicitário sempre sabe tudo ou tem uma teoria. Ouviu num
congresso, teve acesso aos resultados de um workshop.
Enfim, prefere morrer a dizer que não sabe."
Relendo o texto, vejo que não falei do Sr. Libânio (não nesse post) que, era o faz tudo" da empresa e entre suas várias atribuições, rodava os relatórios no mimeógrafo( alguém sabe o quera um mimeógrafo?). Não contei muita coisa que um dia ainda conto, porque é bom lembrar daquele tempo.
Receber o comentário do Décio Martins me comove e mostra que a rede nos aproxima mesmo!!
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15 jul 2008, 12:00:
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