Voltando de Goiânia encontrei a continuação da conversa em torno do conteúdo dos posts "marketing brasileiro" e "a voz rouca das ruas".
Uma das alegrias que esse blog tem me dado é a de ver as pessoas conversando; um diz uma coisa e o outro se refere àquilo e dá sua própria opinião.
Frequento outros espaços onde vejo uma completa ausência de diálogo (muita gente escrevendo, mas cada um na sua. Até sem nada em comum).
Aqui temos conversado. Para concordar, discordar, sugerir, criticar. Mas sobretudo temos conversado.
Fica claro que cada um(a) lê o que o(a) outro (a) escreveu e só então diz o que pretende, como pensa ou no que acredita.
Isso é uma conversa e confesso que me faz sentir melhor do que aquela história de ficar jogando garrafas com bilhetes n'água e recebendo outras atiradas por outros náufragos da rede e que tratam de outras angústias. e não adianta respondê-las, porque quando alcançam (se é que alcançam) o remetente ele já está noutra onda.
Repetimos na rede o que fazemos na comunicação de massa. As marcas falam sem se importar com as respostas (se existem, se são favoráveis ou não).
Fala-se, algumas vezes até muito criativamente, mas nem sempre na mesma sintonia das pessoas comuns.
Por exemplo o que nos interessa ou no que nos beneficia saber que uma empresa é a maior do mundo? mesmo que isso seja dito de uma forma alucinadamente original?
Acho que o pessoal tem razão. Está mais do que na hora de o planejamento dar a cara prá bater.