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A grande mudança

Acabo de ler no blue bus uma nota da Patricia, direto de Cannes, que reproduzo:

"Nigel Morris, fundador da Isobar, vem a Cannes todos os anos. Quem assistiu as suas apresentaçoes anteriores percebe que ele trouxe para o Palais as mesmas questoes do ano passado, que refletem boa parte das conversas aqui. Estamos assistindo a uma grande mudança que é a digitalizaçao do mundo. Mas nossos mindsets nao mudaram com a mesma velocidade e, por isso, existe uma enorme oportunidade para as agências que se reinventarem mais rápido. Simplesmente ainda nao se entrega tudo o que é possível.

Lógico que algumas coisas se mantém - a chave para conquistar o tempo e a atençao do consumidor sao as ideias. Também temos, no caso especifico do Brasil, a questao dos modelos de remuneraçao determinando um certo modus operandi. Mas o fato é que estamos num mundo mais interconectado, interdependente e transparente. E isso traz novos desafios para a comunicaçao.

Um deles é a necessidade de promover novas interaçoes. O planejamento de mídia nao é mais apenas a definiçao meios, mas sim a montagem do mapa de conexoes. Um exemplo simples da distância que as agências ainda precisam percorrer. 67% das buscas online sao provocadas pelas açoes de comunicaçao offline. No entanto, o plano de mídia e a estratégia de search na maior parte das vezes sao feitas em momentos distintos, por agências diferentes, sem que se estabeleça conexao. Faz sentido? "

Era sobre esse tipo de coisa que eu gostaria de conversar, toda vez que faço referência ao "novo modelo de agência". e foi o que tentei dizer no meu livro.

parece que não estou só. Que bom!

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Comentários  1

  • Jeff Skas 24 jun, 01:09

    Sr. Mário,

    Estava assistindo uma entrevista sua para um site sobre inovação. Aqui no interior de Santa Catarina, em uma pequena cidade chamada Timbó, ao lado de Blumenau, a internet definitivamente foi uma luz para pessoas que pensam além dos curtos horizontes limitados pelas montanhas do Vale do Itajaí.

    De tudo que me fascina no mundo dos negócios e porque não dizer no mundo como um todo, é a estranha idéia de ver pessoas como o senhor, que não nasceu diante de todas essas tecnologias, ter como foco profissional justamente a inovação, enquanto a cada dia as faculdades formam milhares de jovens com pensamentos ultrapassados e limitados.

    Citando Cazuza como o senhor o fez: "EU vejo o futuro, repitir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades, o tempo não pára"...

    Seu blog certamente estará no topo da lista dos poucos que realmente são importantes serem acompanhados, principalmente por um detalhe de sua entrevista, onde o senhor define consumidores como pessoas. Nesta busca frenética por tecnologia, mudanças, novos conceitos, novos paradigmas, muitos esquecem que ainda somos os mesmos. Não somos uma raça em evolução da espécie. Não estamos criando guelras ou a capacidade de viver sem oxigênio ou ainda tendo nossos cérebros escaneados para dentro de um mainframe. Somos apenas humanos em busca de uma maneira melhor para se viver.

    A Nestlé é certamente uma empresa que faz parte da vida de todos os brasileiros, da minha em especial pois quando criança, tive uma doença complexa, e a minha recuperação quase milagrosa foi a base de muita Farinha Láctea.

    É bom saber que existem pessoas como o senhor por trás de uma empresa que temos com carinho em nossos corações, profissionais que nos enchergam a sua semelhança.

    Parabéns pela entrevista, pelas postura inovadora, pelo ótimo conteúdo do site e pelo profissional de extrema relevância.

    Abraços,
    Jeff Skas
    26 anos
    Timbó/SC

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