Acabo de ler no blue bus uma nota da Patricia, direto de Cannes, que reproduzo:
"Nigel Morris, fundador da Isobar, vem a Cannes todos os anos. Quem assistiu as suas apresentaçoes anteriores percebe que ele trouxe para o Palais as mesmas questoes do ano passado, que refletem boa parte das conversas aqui. Estamos assistindo a uma grande mudança que é a digitalizaçao do mundo. Mas nossos mindsets nao mudaram com a mesma velocidade e, por isso, existe uma enorme oportunidade para as agências que se reinventarem mais rápido. Simplesmente ainda nao se entrega tudo o que é possível.
Lógico que algumas coisas se mantém - a chave para conquistar o tempo e a atençao do consumidor sao as ideias. Também temos, no caso especifico do Brasil, a questao dos modelos de remuneraçao determinando um certo modus operandi. Mas o fato é que estamos num mundo mais interconectado, interdependente e transparente. E isso traz novos desafios para a comunicaçao.
Um deles é a necessidade de promover novas interaçoes. O planejamento de mídia nao é mais apenas a definiçao meios, mas sim a montagem do mapa de conexoes. Um exemplo simples da distância que as agências ainda precisam percorrer. 67% das buscas online sao provocadas pelas açoes de comunicaçao offline. No entanto, o plano de mídia e a estratégia de search na maior parte das vezes sao feitas em momentos distintos, por agências diferentes, sem que se estabeleça conexao. Faz sentido? "
Era sobre esse tipo de coisa que eu gostaria de conversar, toda vez que faço referência ao "novo modelo de agência". e foi o que tentei dizer no meu livro.
parece que não estou só. Que bom!