Os acontecimentos que convencionamos chamar de "crise internacional" parecem trazer com eles os sintomas de um reposicionamento. A lógica financeira que vinha prevalecendo, desde que me entendo por gente (como diria meu pai), talvez tenha que dividir espaço com a lógica humanista.
Significando que nós teremos mesmo que pensar um pouco mais nas pessoas e só depois nos resultados financeiros que esse jeito de pensar possa nos proporcionar.
Isso, quem sabe, nos reconduza ao estudo de filosofia, quem sabe nos estimule a reler sobre ética e a discutir moral.
Também pode ser que voltemos a nos interessar pelos antigos, para pelo menos evitar de repetir os erros da história e a consequente marcha da insensatez.
Nesse mundo mais humanista quem sabe daremos mais valor ao tempo, teremos talvez menos coisas urgentes e seremos mais tranquilos, embora operosos e prestantes.
Sonho com textos mais elaborados, no sentido da busca de precisão com relação ao que se quer dizer.
Imagino uma noção de valor menos esperta e mais próxima das emoções proporcionadas pela experiência realmente vivida pelas pessoas. E, para minha alegria, vejo que não estou só.
Há outras almas que como o poeta Belchior e eu próprio estão sentindo no vento "o cheiro da nova estação".