« Todos os posts

Vovó Ponilha

Por vezes não nos reconhecia e nos negava a benção, alegando que estávamos apenas provocando ao pedi-la. Mas rezou meu joelho quando todo mundo dizia que não tinha mais jeito e eu fiquei bom.

O que cozo?.

Nervo torto.

Aqui mesmo eu rezo, aqui mesmo eu cozo.


Agulha e linha virgens, cozendo um pedaço de algodão branco, posto sobre o lugar onde a dor me parecia mais intensa, foi o que resolveu um problema que um ano de tratamento no ambulatório da Companhia Internacional de Seguros não tinha resolvido.

Adorava homem; cada filho dela foi de um. Era sovina e, completamente, analfabeta; não distinguia nem notas e moedas.

Sabia uma porção de simpatias, um monte de remédios de ervas e rezava algumas doenças, tanto em gente quanto em bicho. Mameluca, tremendamente mal humorada e sem nenhum dente (perdeu todos numa das febres daquele tempo).

Sobreviveu à malária, à febre espanhola, ao impaludismo e sei lá a quantas mais. Sofria de erisipela e devia ter um metro e quarenta de altura. Morreu de velha. E no fim. Despediu-se de nós pacificada e risonha.

Twitter Facebook DZone It! Digg It! StumbleUpon Technorati Del.icio.us NewsVine Reddit Blinklist Furl it!

Envie seu comentário!!!

Marketing da Nova Geração

Marketing da Nova Geração
Conheça mais sobre meu primeiro livro aqui

Prosa & Verso

Outros textos



NUVEM DE TAGS



RSS

RSS Feed

O que é? Clique aqui.

© 2007-2009 Ponto Parágrapho. Todos os direitos reservados. Clique aqui para saber mais.