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Paradoxos
Por:
Mario Castelar
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Enéas fez um balão e me deu de presente de aniversário. Nos reunimos, no pequeno pátio da pensão para soltá-lo, mas, a coisa não funcionou direito. Uma das pessoas que seguravam o balão perdeu o sincronismo, houve uma inclinação excessiva e meu presente de aniversário pegou fogo. Não era grande (oito folhas, talvez). Meu primeiro e único balão.
Papai e eu adoramos (me atrapalho com tempo do verbo) balões. Ele vivia chamando mamãe para ver, mas ela nunca foi chegada.
Sei que os balões causam incêndios, que são perigosos e que é crime soltá-los. Toda minha história com balões se resume àquele oito folhas que pegou fogo na nossa mão. Obviamente não incentivo nem a feitura, nem a soltura de balões. Eles são perigosos.
Conto a história apenas porque lembrei de uma conversa com meu filho André Felipe quando ele me falou que parte da nossa felicidade depende de como lidamos com paradoxos.
E ao expor seu pensamento me ensinava uma coisa. Ele que, paradoxalmente, deveria aprender comigo.
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