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Fidelidade
Por:
Mario Castelar
terça-feira, 1 de abril de 2008
Num certo momento desses dias eu pensava na definição de Theodore Levitt para marketing:
Marketing é conquistar e manter um número razoável de clientes adimplentes.
Tenho a impressão de que nós, profissionais de comunicação & marketing, temos dado um peso maior à conquista de clientes adimplentes do que à manutenção de um número razoável deles.
Por isso buscamos impacto, curiosidade, controvérsia (para criar boca a boca) e mídia espontânea; Um conjunto que nos habituamos a chamar de criatividade.
Por isso também é que valorizamos bastante a renovação das campanhas e a troca constante de temas, sempre buscando o novo, o inusitado.
E como ser inusitado no trabalho de manutenção, com a repetição dos dias e a chegada inevitável da rotina?
Porque manutenção supõe relacionamento e, cedo ou tarde, a rotina acontece em todo relacionamento. Os rituais se repetem e a produção de surpresas é difícil, dispendiosa e necessariamente espaçada (surpresa todo dia vira rotina).
Manter relacionamento me parece ser sustentar uma luta constante contra a banalização e o automatismo produzidos pela rotina.
Manter relacionamento é reconhecer o outro e agir conforme esse reconhecimento. É produzir constantemente pequenas atenções e gentilezas, mais do que realizar espetaculares ações heróicas.
Para fidelizar, se necessita de permanência e consistência, como disse Vinicius de Morais, na primeira estrofe do seu Soneto da Fidelidade:
Em tudo ao meu amor serei atento.
Antes e com tal zelo e sempre e tanto,
que, mesmo em face do maior encanto,
dele se encante mais meu pensamento
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cliente
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Mario Castelar