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Mágica
Por:
Mario Castelar
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Fui assistir ao espetáculo Alegria do Cirque de Soleil a convite de Amigos.
Ida e eu nos divertimos como se fôssemos crianças.
Rimos das brincadeiras dos palhaços. Nos surpreendemos com os movimentos das contorcionistas. Tememos pelos trapezistas. E voltamos pra casa comentando o tanto que nos fez bem reviver esses sentimentos infantis.
Comentamos, também, o alto grau de precisão profissional em cada mínimo gesto do espetáculo.
Durante duas horas estivemos ali, como nos circos da nossa infância, só que com música, figurino, cenário e desempenho perfeitos.
Só faltou mágica.
Adoro mágica. Quando era criança e ia trabalhar na Cia. Internacional de seguros, no Rio de Janeiro, sempre perdia um tempinho no caminho, entre a Praça XV e o escritório na Rua 7 de setembro, para ver os camelôs. Eles faziam mágicas para chamar a atenção dos passantes.
Moedas desapareciam e eram encontradas na orelha ou no nariz de alguns dos circunstantes e basbaques que ficavam parados, em torno dele, como eu.
Bengalas se transformavam em flores. Pombos saiam de lenços.
Hoje a mágica ainda me fascina. E pensando bem todo o espetáculo Alegria foi uma apresentação de mágica que nos fez viajar no tempo e durante duas horas inteiras lembrar de como era bom quando éramos inocentes.
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