« Todos os posts
ORIGENS
Por:
Mario Castelar
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Minha família é do Estado do Rio de Janeiro. Rio Bonito, mais precisamente.
Somos brasileiros. Desse jeito misturado de ser.
Há nas nossas origens uma misteriosa alegação de raízes européias que nos serve, como uma espécie de up grade.
Vendo velhas fotos do papai, percebo nele uma certa sofisticação (o chapéu quebrado, o bigode aparado, a mania de fazer a barba com navalha).
Até hoje eu guardo uma vontade secreta de fazer a barba com navalha, mas não existem mais navalhas. Mesmo nos salões de barbeiro o que eles usam é um porta gilete com design de navalha.
Estranho a navalha ter desaparecido, particularmente como ferramenta para raspar a barba.
Há um bom número de menções à navalha nos sambas de breque dos anos trinta. Noel Rosa a menciona num dos seus sambas do tempo da polêmica musical com Wilson Batista:
Deixa de arrastar esse tamanco,
pois tamanco nunca foi sandália.
Tira do pescoço o lenço branco,
compra sapato e gravata.
E joga fora essa navalha
(que te atrapalha)
Noel parece ter tido um insight sobre o desaparecimento da navalha. Logo ele que não gostava muito de estrangeirismos.
Categoria:
Tags
família
lembranças
marketing
Mario Castelar
história