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Hábeas corpus
Por:
Mario Castelar
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
Obter e manter a adesão de um conjunto significativo de indivíduos a uma marca, idéia ou serviço, parece simples. E como conceito é mesmo.Simples e fácil de entender.
O difícil é o como.
É preciso ganhar confiança. Obter o mesmo hábeas corpus preventivo que pedimos aos amigos, para que nossas as falhas sejam perdoadas.
Isso supõe um processo de construção, que acontece ao longo do tempo e que leva em conta o que cada um faz nas diferentes oportunidades de contato.
Quando uma pessoa quer se aproximar de outra ela usa oportunidades espontâneas de contato e até mesmo cria algumas, não só para ser reconhecido, como também para demonstrar interesse, não é?
Em cada uma dessas ocasiões, quem tomou a iniciativa da aproximação diz ou faz algo; convida para um café, oferece um doce, abre a porta do carro, puxa a cadeira no restaurante.
Por que na comunicação comercial tem que ser diferente?
Ainda preferimos dizer. E insistimos na busca de notoriedade e de impacto.
Aí está um bom tema pra discussão; o tal do impacto.
Chocar, surpreender.
Esse parece ser o centro da nossa busca.
Confundimos o discurso com a mensagem e muitas vezes falamos e não passamos mensagem alguma
De tal modo que, quando a coisa aperta, não há alguém para advogar a nossa causa.
Até porque, quase sempre, são poucos os que chegam a perceber qual é a nossa causa.
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