poder das marcas

Alguns visitantes comentaram esses últimos posts sobre marcas e músicas, mencionando dois fatos:

1 - algumas empresas estariam encomendando ou incentivando o uso de suas marcas em canções populares e remunerando compositores por isso;

2 - compositores estariam usando marcas nas suas canções e tentando ser remunrados por isso.

Penso que os dois movimentos sempre existiram.

Ouvi dizer que Noel Rosa, quando compôs João Ninguém:

João Ninguém
Que não é velho nem moço. Come bastante no almoço
Pra se esquecer do jantar...
Num vão de escada, fez a sua moradia
Sem pensar na gritaria, que vem do primeiro andar
João Ninguém
Não trabalha e é dos tais
Mas joga sem ter vintém e
fuma Liberty Ovais.
Esse João nunca se expôs ao perigo, nunca teve um inimigo, nunca teve opinião
João Ninguém
Não tem ideal na vida. Além de casa e comida
Tem seus amores também
E muita gente que ostenta luxo e vaidade
Não goza a felicidade que goza João Ninguém!
João Ninguém não trabalha um só minuto
E vive sem ter vintém e anda a fumar charuto
Esse João nunca se expôs ao perigo, nunca teve um inimigo
Nunca teve opinião

Teria sido incentivado por amigos a procurar a Companhia de cigarrros Veado do Comendador Albino Souza Cruz para solicitar uma gratificação pela menção da marca Liberty Ovais.

Dizem que o Comendaro negou o dinheiro e nem por isso Noel trocou a marca fumada por João Ninguém. Logo ele, dono de uma inspiração poética extradordinária.

Coisas do poder das marcas.

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