Que horas são?
10 06 2008
Há uma história sobre uma concorrência para escolha de agências feita por um grande anunciante, onde tudo seria decidido conforme a resposta a uma só pergunta:
- que horas são?.
Cada um dos dirigentes de agência respondia a pergunta, sem que os demais, ouvissem a resposta.
Dizem que o representante de uma grande agência multinacional daquele tempo discursou sobre a hora em cada um dos seus escritórios espalhados pelo mundo, ressaltando a presença global da agência, estabeleceu a impossibilidade de oferecer uma resposta precisa e demonstrou a complexidade existente nas questões aparentemente simples...
Outro, em nome de uma boutique criativa nacional, discorreu sobre a relatividade do tempo, chegando a fazer referência ao relógio de Salvador Dali e sua característica de ser escorrido, conseqüentemente impreciso, intangível por decorrência, o que tornaria uma resposta imediata, muito próxima da leviandade.
Em nome de outra grande agência brasileira e sentindo a provável ameaça contida na pergunta, alguém teria desenvolvido uma linha de raciocínio que conduzia a uma série interminável de piadas e historietas engraçadas sobre o tempo, as horas e os relógios, acabando por não precisar responder à questão, porque todos os circunstantes estavam prestes a morrer de rir.
Um dos maiores adversários do Geraldão, utilizando todo o seu charme e sua imensa capacidade de negociação, teria respondido ao prospect com outra pergunta:
- “Quantas horas o Senhor gostaria que fossem?”.
Finalmente na sua vez, pressupondo a ação solerte desse seu adversário mais direto e desprezando as respostas de todos os outros, o Geraldão teria também respondido à questão do provável cliente com outra pergunta:
- “Quantas horas o baixinho disse que eram?”.