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    <title>Blog do Castelar</title>
    <description>Blog do Mario Castelar</description>
    <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/home.aspx</link>
    <docs>http://backend.userland.com/rss</docs>
    <item>
      <title>a receita do bolo</title>
      <description>&lt;p&gt;Realmente estou convencido de que nossa capacidade de aprender é uma das chaves para as portas da inovação.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Aprender como certos comportamentos funcionam, quais caminhos els seguem nas mentes, desde o surgimento de um desejo ou de uma necessidade até a aqusição do bem ou serviço.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Compreender o funcionamento de fenômenos, para poder imaginar formas de participar, de interagir, de &lt;em&gt;"atrair e manter um número razoável de clientes adimplentes".&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os grupos inovadores utilizam os diferentes perfis dos seus integrants para chegar a essa compreensão, a esse insigth.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E a propostas de encaminhamento originais, surpreendentes, novas, inovadoras.&lt;/p&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/12-02-04/a_receita_do_bolo.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Sat, 04 Feb 2012 08:50:08 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>learning companies</title>
      <description>&lt;p&gt;Refletindo sobre minha ida à UNG, as falas que ouvi lá, de diretores, coordenadores de curso e professores, todo o clima do evento, lembrei de um pilar da inovação como prática.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Um pilar sobre o qual não tenho falado muito nas minhas últimas palestra e aulas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Me refiro ao aprendizado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os grupos mais inovadores são aqueles que transformam os resultados de suas experiências em aprendizado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Acertos e erros. Vitórias e derrotas. Alegrias e frustrações. Tudo ensina.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Minha impressão é que a pressão por resultados, particularmente financeiros e a adoção dos "score cards" como ferramenta de avaliação, dificultam o aprendizado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;De um lado porque seguem uma lógica e estão inseridos num contexto (onde o que conta são percentagens sem base) difíceis de alcançar pelos mortais comuns. E de outro lado, porque são desprovidos de reflexão.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O resultado é feito. Não importando se ele contraria princípios morais, éticos, de senso comum ou mesmo da base da gestão dós negócios.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;"O mercado" quer esse resultado?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Então ele vai ser feito e tudo mais será "ajustado" a partir daí, até mesmo a história.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Esse "ajuste" é que permite construir cases que não aconteceram exatamente como descritos e, que podem até nem ter aontecido aqui na nossa dimensão. Eles "fit" com os tais resultados.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Como esse modelo está cada vez mais fazendo água (vide crises mais recentes), os donos do poder terão que aceitar mudanças e veremos surgir as empresas de sucesso no futuro. elas serão companhias que aprendem - as "learning companies" - e fazem desse aprndizado sua bússola de gestão.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;como diz a canção dos Beatles: &lt;em&gt;"you may say I'm a dreamer, But I'm not the only one"&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
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      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/12-02-03/learning_companies.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Fri, 03 Feb 2012 10:51:26 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>UNG</title>
      <description>&lt;p&gt;Ontem estive na UNG - Universidade Guarulhos para fazer uma palestra sobre inovação e empreendedorismo a convite so SEBRAE - SP.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Foi o evento de abertura do ano letivo e da assinatura de um convênio entre o SEBRAE  e a UNG.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Estavam lá 500 professores.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Foi a primeira vez que falei para professores e, por isso, dei uma tremidinha nos alicerces. mas eles foram muito receptivos e logo parecíamos velhos amigos, conversndo ao pé do fogo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para não ficar repetindo coisas já sabidas sobre um tema que começa a tornar-se banal, levei para eles notícias sobre o sistema Basadur de Criatividade Aplicada, na esperança de que fosse atraente para eles como tem sido para mim.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Saí de lá contente, embora não satisfeito.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sempre será possível fazer melhor.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/12-02-02/UNG.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Thu, 02 Feb 2012 08:32:28 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>coisas passageiras</title>
      <description>&lt;p&gt;Volto ao assunto da Páscoa porque ela se aproxima, como data religiosa e como "festa" de consumo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Parece que no seu aspecto religioso a Páscoa representa o renascimento, a possibilidade que cada um de nóa tem de recomeçar para &lt;em&gt;"construir um futuro novo"&lt;/em&gt;, mesmo que não seja possível mudar o passado, como penso ter nos ensinado Francisco Xavier.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por isso o ovo pode representar a Páscoa. Nele há vida, mesmo que nem sempre nos damos conta disso.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quanto ao consumo de chocolates, particularmente de ovos, ele já se tornou paradigmático.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Consumimos ovos de chocolates e os damos de presente às nossas crianças porque elas gostam (mesmo que pareçam gostar mais dos brinquedos que vem dentro dos ovos) e aí parecem também gostar de nós (?).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Competimos no "poquer social" para ver quem compra / come mais ovos (?).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Jogamos o velho jogo do status (?).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Disputamos para ver quem consegue comprar mais tarde, quase pasando da hora do presente (?).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não sei.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sei que continuamos indo, ano após ano, às parreiras das lojas "colher" no calor de fevereiro/março/abril ( a Páscoa é móvel) os ovos que um dia já foram simbolos de outros sentimentos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas, como escreveu o Amigo Palhares, num anúncio para Rhodia têxtil: &lt;em&gt;"a vida é feia de coisas passageiras".&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/12-02-01/coisas_passageiras.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Wed, 01 Feb 2012 08:37:11 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>tempos modernos</title>
      <description>&lt;p&gt;Recebi duas solicitações do Renato Rogenski - Editor do Portal GiroNews da Editora Supergiro.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na primeira ele enviou algumas perguntas sobre categorias que estão tendo bom desempenho de vendas e na segunda minha opinião sobre as "parreiras" que os fabricantes de ovos montam no varejo na época da Páscoa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Já enviei as respostas sobre a performance das categorias e vou responder hoje sobre as "parreiras".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Renato, assim como o Cassio, gosta das coisas que escrevo e espera que eu apenas as escreva. NUnca pediu que eu também as vendesse. Talvez porque GiroNews - &lt;a shape="rect" href="http://www.gironews.com.br" shape="rect"&gt;www.gironews.com.br&lt;/a&gt;  - não precise que os autores sejam, no fundo vendedores, talvez porque ele, Renato apenas respeite os outros e não fique pedindo que a gente seja uma coisa que não somos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não sei.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O que sei é que as editoras, de um modo geral (se houver exceções que me perdoem) esperam que "seus" autores saiam por ai vendendo seus livros. Não basta escrevê-los. Há que mercadejá-los.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;"Vamos conversar sobre suas possibilidades de divulgar seu livro".&lt;/em&gt; Disse-me um dia alguém que representava uma editora. Eu - tolinho - imaginava que nossa conversa estava acontecendo porque havia interesse no conteúdo do meu trabalho...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tempo louco esse no qual vivemos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nele Toulouse Lautrec nunca foi realmente um pintor (seu Ícaro não foi aceito no salão de Paris) e Van Gogh só vendu seus quadros depois de morto.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tempo de SMS, de abraços e jeios com três/quatro letras (abçs / bjs).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pouca percepção de magia. Banalização dos milagres. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Parece que tudo já foi visto como diz o androide, na cena famosa de Blade Runner.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/12-01-31/tempos_modernos.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Tue, 31 Jan 2012 08:35:27 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>sei lá...</title>
      <description>&lt;p&gt;Um amigo - Cassio Eduardo Souza ou @cassiosz - publicou um elogio ao meu livro no Twiter.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;"Marketing da Nova Geração" foi lançado em novembro/dezembro de 2008 e esse foi o primeiro elogio público que recebi.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pouco? Está funcionando para mim, nesta manhã de segunda-feira.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Chego a considerar a hipótese de retomar o segundo livro, talvez enviando o único exemplar para o Cassio e contando com sua generosidade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Escrever esse primeiro livro foi uma tarefa difícil. Não tivesse recebido o apoio do Daniel Bruin que, com sua experiência profissional, me deu segurança e me reconduziu ao foco cada vez que escorreguei para fora do caminho, eu não teria conseguido.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ainda não tive força para fazer o segundo. andei começando - outra vez com incentivo do Daniel Bruin - mas não consegui dar continuidade à coisa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Talvez eu leve a vida demasiadamente a sério. Talvez eu me leve demasiadamente a sério.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sei lá.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/12-01-30/sei_lá.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Mon, 30 Jan 2012 09:17:39 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>palavras</title>
      <description>&lt;p&gt;Nós - profissionais de comunicação e marketing - nos apropriamos de expressões e palavras e as usamos, indiscriminadamente, até que elas não signifiquem mais nada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Usamos, criamos variações de pronúncias, formas reduzidas, contrações, significados secundários, até que um dia elas "saem de moda". Utilizar essas palavras / expressões depois desse tal dia passa a ser de mau gosto. Indicar que o usuário está &lt;em&gt;"demodé"&lt;/em&gt; (como a palavra &lt;em&gt;demodé)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E dizer que muitas vezes tudo isso acontece sem que saibamos o significado original da palavra.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Querem um exemplo? &lt;em&gt;"Merchandising".&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Usada para designar os depoimentos pagos de celebridades sobre marcas, empresas e produtos ou as várias formas de aparição dessas marcas, empresas e produtos e programas de TV (particularmente novelas e seriados) e filmes, a palavra no seu significado original, deriva de &lt;em&gt;"merchandise" &lt;/em&gt;que significa &lt;em&gt;mercadoria,&lt;/em&gt; em inglês.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;"Merchandise"&lt;/em&gt;, quando transformada em verbo (o que acontece frequentemente na língua inglesa = "to merchandise") passa a significar  &lt;em&gt;mercar&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;comercializar.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Então&lt;em&gt; merchandising &lt;/em&gt;significa a arrumação da mercadoria nos pontos de compra, objetivando atrair a atenção das pessoas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Aquela aparição nas novelas, filmes e seriados é chamada &lt;em&gt;"placement".&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas nós não nos importamos. nem nos damos mais ao trabalho de pronunciar a palavra toda. Reduzimos para &lt;em&gt;"merchan"&lt;/em&gt; e assim parecemos muito íntimos de uma coisa que nunca siquer nos passou pela cabeça.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Dá-se o mesmo com um porção de outras palavras e expressões como &lt;em&gt;busdoor, e-mail marketing, estratégia, objetivo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E, como disse Confúcio:&lt;em&gt; "quando o que se diz não é o que se queria dizer, o que se faz não é o que deveria ser feito."&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/12-01-27/palavras.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Fri, 27 Jan 2012 08:42:07 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>palestra</title>
      <description>&lt;p&gt;Foi confirmado o convite. Farei, no próximo dia 01 de fevereiro, uma palestra sobre inovação e empreendedorismo num evento do SEBRAE na Universidade deGuarulhos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Estou me preparando para sguir dizendo que inovação, como prática não tem nada de especial, que essa coisa de big idea é conversa para boi dormir (como se dizia antigamente).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vou falar que melhoria continua é obrigação par amenter competitividade e que pode e deve ser feita pelas pessoas das empresas, organizadas em grupos multidisciplinares e postas diante de problemas bem identificados e corretamente descritos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Que todas as pessoas podem particpar do processo, contribuindo em cada uma das fases, conforme seu perfil ou conforme sua maneira de olhar para as questões.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pretendo me referir ao método de solução criativa de problemas do Professor Min Basadur.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Estou animado e confiante.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O SEBRAE, para mim é uma dessas poucas instituições confiáveis do Brasil.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/12-01-26/palestra.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Thu, 26 Jan 2012 13:28:40 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>quarto centenário</title>
      <description>&lt;p&gt;Amanhã São Paulo comemorará 458 anos da sua fundação.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na minha primeira viagem, do Rio de Janeiro para cá, a cidade tinha acabado de comemorar sua 4º centenário. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Era 1957.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Foi uma excursão do Grêmio dos funcionários (ainda não eramos chamados de colaboradores) da Cia. Internacional de Seguros, aproveitando um feriado "emendado/' num 7 de setembro. dia em que Marte mais se aproximou da Terra.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Viemos nos ônibus da Cometa (eram uns três?) e ficamos hospedados no Hotel São paulo Othon, na Praça das Bandeiras, pertinho do Viaduto do Chá.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quando entramos na cidade havia neblina e as coisas não tinham contornos definidos. Policiais com uniforme diferentes dos do Rio, bondes fechados (deles não havia chance de descer em movimento).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Jogamos uma partida de futebol contra o time da filial local da Companhia, fomos a Santos e ao Parque do Ibirabuera, onde havia um logotipo gigante do 4º centenário.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nem passava pela minha cabeça que um dia eu moraria aqui.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Eu era apenas um menino que gostava de serenata e de Cinzano com aniz.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Voltei em 1967/68 quando trabalhava na Marplan. Vim trazer uns questionários para tabular nas novas máquinas IBM de contar cartões perfurados.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Dessa vez fiqui num hotel na Avenida São João. O escritório da Marplan era na Rua 24 de maio e a tabulação demorava uns dias (?).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Enquanto escrevo me ocorre que os negócios aconteciam no centro velho; são João, Viaduto do Chá, Praça da República, 24 de maio, 7 de abril, Ipiranga, São Luiz, Largo do Arouche.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na primeira viagem - aquela de 1957 - "Seo" Maurício me levou para almoçar no "Il Mangiano Que Se Sana", pertinho do Largo do Arouche.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Comemos Spaghetti Bolognesi.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nunca mais encontrei aquele sabor.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Talvez porque contivesse todas as emoçoões da viagem.&lt;/p&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/12-01-24/quarto_centenário.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Tue, 24 Jan 2012 08:32:31 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>estranhas comparações</title>
      <description>&lt;p&gt;Estamos - Ida e eu - assistindo a série de TV "Os Sopranos" (penso que o correto seria chamar-se "Os Soprano", porque nomes de famíla não têm plural, não é?).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A história se passa nos anos 90 nos Estados Unidos e gira em torno dos problemas de Anthony Soprano para gerir os "negócios" e sua própria família; mãe manipuladora e perversa, uma irmã pequena golpista, um casal de filhos adolescentes e uma mulher inteligente e mal aproveitada em todos os sentidos. E, de quebra, vizinhos esnobes e uma namorada russa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Hoje, num intervalo no not´ciário local da manhã, prestei atenção á chamada de uma mini série  brasileira sobre um deputado que, por cisrcunstâncias se torna presidente da república.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não vi nada da série, mas parece que os problemas do protagonista são os mesmos de Tony Soprano.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Esse tipo de sensãção trouxe de volta um velho sentimento, adquirido nas reuniões das quais participei ao longo desses mais de 50 anos de vida profissional.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As corporações, públicas, privadas, do bem ou do mal, parecem funcionar quase da mesma maneira e ambiente interno pode vir a ser sufocante e deletério, acabando por contaminar as pessoas que podem acabar desenvolvendo doenças sérias.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Registro, embora não seja um boa coisa para começar a semana.&lt;/p&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/12-01-23/estranhas_comparações.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Mon, 23 Jan 2012 08:56:48 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>reflexões sobre inovação</title>
      <description>&lt;p&gt;Pode ser que no dia 02 de fevereiro (dia de festa no mar) eu faça mais uma palestra sobre inovação e empreendedorismo. Estou aguardando confirmação do convite.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Como sempre faço, pelo sim pelo não, comecei a examinar palestras anteriores e tentar juntar o que eu disse, como as pessoas reagiram e como tudo se encaixa nos acontecimentos posteriores.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por conta dessa preparação estou mais sensível, mais atento. Talvez por isso uma matéria do "Bom Dia São Paulo" de hoje tenha chamado minha atenção.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Era sobre cuidados com cavalos. Uma parte referia-se ao programa de uma universidade para oferecer avaliação e tratamento veterinários a cavalos "trabalhadores" (na maioria puxadores de carroças) e  outra parte ao projeto de uma prefeitura, para implantar um microchip nos animais, para localiza-los e aos seus proprietários com mais facilidade, no caso de fuga ou denúncia de maus tratos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tecnologia servindo a um dos meios de transporte mais antigos do mundo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E nós ainda pensamos que tecnologia é que é inovação. Qualquer solução anterior - como fazer fogo esfregando pauzinhos, por exemplo - nem é tecnologia, nem é inovação.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas não sei se vocês querem falar disso. Porque  devem estar muito ocupados, discutindo o que vai acontecer com a Luiza, agora que ela voltou do Canadá.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/12-01-20/reflexões_sobre_inovação.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Fri, 20 Jan 2012 08:28:55 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>quinta-feira</title>
      <description>&lt;p&gt;Quinta-feira de novo. e com ela o convite de Muskil Gushka - o dissipador de todas as dificuldades - para contarmos a nós mesmos a nossa história, lembrando as  escolhas que fizemos e que nos trouxeram até aqui, à situação na qual nos encontramos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Aquele menino que entregava marmitas em rio Bonito, era eu. Era eu também, aquele outro com uniforme do Grupo Escolar Pinto Lima, fazendo brincadeiras perigosas no balanço da praça, mandados na pensão da Tia Zula, entregas para o Miguel no Morro de São Lourenço ou vendendo bijouterias na Rua Visconde do Urugay.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Aquele adolescente com um tabuleiro de pastéis para entregar num bar da Rua Teixeira de Freitas e aquele outro, que vendia salgados na feira de Neves, também era eu.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O aprendiz de office boy que dobra apólices de seguro num momento e noutro salta elegantemente do bonde em movimento? Era eu.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Assim com era eu aquele que tomou um tombo do bonde e quase morreu, quando quis mostrar que sabia saltar "de letra", na  curva para o "Ponto Cem Réis".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Lembrar e refletir, tentando aprender.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Será essa a lição contida na história de Muskil Gushka que devemos contar às quintas-feiras?&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt;
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      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/12-01-19/quinta-feira.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Thu, 19 Jan 2012 08:27:57 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>babi</title>
      <description>&lt;p&gt;Minha querida Amiga Irene (Babi), ex-Nestlé como eu e curtida na luta do bem contra o mal, fez um comentário no post "encontros" lembrando da canção "Volta por Cima" do Paulo Vanzolini.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É Babi.... houve monetos em que lembrei muito desses versos do Dr. Vanzolini:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;"Chorei. Não procurei esconder. todos viram. Pena de mim não precisava.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Ali onde eu chorei, qualquer um chorava.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Dar a volta por cima que eu dei quero ver quem dava."&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quem sabe um dia nossa profissão (quer dizer cada um de nós, profissionais de comunicação &amp;amp; marketing) dê a volta por cima?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Hoje num grupo do Linkedin, chamado "Future Trends", alguem iniciou uma discussão sobre a possibilidade de se ter uma empresa equeilibrada entre a missão (acho que significando propósito) e a performance (acho que significando lucro).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não entrei na discussão.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Meu nível de inglês pode não ser suficiente para lidar com as sutilezas da argumentação.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pessoalmente não acredito que o propósito atrapalhe a lucratividade. Essa falada oposição é um mito.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Um exemplo; uma dia um técnico de futebol fez numa entrevista sobre um jogo da seleção brasileira uma pergunta - &lt;em&gt;"Vocês querem o time jogando bonito ou gannhando?" -&lt;/em&gt; Como se houvesse escolha.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Essa é uma questão falsa e o Barcelona existe para apoiar minha (perdão, de uma monte de gente, graças a Deus!) tese.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É possível ganhar dinheiro fazendo a coisa certa. Sendo respeitoso, ético, paciente e verdadeiro.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Talvez o empreendedor correto não se transforme na pessoa mais rica do mundo, mas terá sucesso, viverá com a sensação de estar sendo útil e dormirá sem o remedinho dos executivos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A Babi, que  trabalhou no "Serviço Nestlé de Atendimento ao Consumidor" sabe que fazer direito dá certo. Não é Babi? Não faz fortuna. Mas quem precisa de fortuna?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Com dois pés, o máximo de sapatos que alguém verdadeiramente necessita são dois; o esquerdo e o direito.&lt;/p&gt;
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      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/12-01-18/babi.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Wed, 18 Jan 2012 08:34:14 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>glórias &amp; tradições</title>
      <description>&lt;p&gt;Trabalhei na Norton / Rio durante doze anos; de novembro de 87 até dezembro de 99.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Fiz boas amizades e vivi algumas emoções especiais como a entrega de prêmios em 1993.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Cada agência tinha que indicar um "padrinho" ou uma "madrinha" para entregar seu prêmio.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nós indicamos Nelson Sargento, graças ao conhecimento imenso que o Franco Paulino tem da Música Popular Brasileira, das coisas  e da gente do Samba.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ontem Marcio Erlich publicou na sua página no Facebook a foto que documenta o fato:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;img width="682" height="371" alt="" width="682" height="371" class="fbPhotoImage img" id="fbPhotoImage" style="width: 396px; height: 219px" src="http://a2.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/s720x720/390795_3135865715122_1219211777_33544338_17585954_n.jpg" complete="complete" /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Eu sou o sujeito com os óculos maiores do que o rosto.&lt;/p&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/12-01-17/glórias_tradições.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Tue, 17 Jan 2012 08:39:51 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>encontros</title>
      <description>&lt;p&gt;Sexta-feira passada tivemos - Ida e eu - que ir a Sorocaba e pernoitar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Chegando ao hotel descobrimos que Nelson Sargento também estava hospedado lá. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Definitivamente não acredito em coincidências e fquei pensando no significado daquele "encontro".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Hoje cedinho cheguei a uma boa hípótese.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nelson Sargento dentre as centenas de sambas que fez compôs um chamado "agoniza mas não morre", referindo-se à luta para manter vivas as raízes do samba brasileiro.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Um dos versso diz: &lt;em&gt;"samba, agoniza mas não morre. alguém sempre te socorre antes do suspiro derradeiro".&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Relacionei a canção com o que vem acontecendo com comunicação &amp;amp; marketing no Brasil - atividade que certamente agoniza, sufocada pelo pensamento financeiro dominante - e pensei que seria bom se aparecesse esse "alguém" que socorre o samba "antes do suspiro derradeiro" para nos valer, salvando nossa profissão do desaparecimento nas células das planilhas excel ou nos slides das apresentações em powerpoint.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Alguém que nos livrasse da maldição dos lugares comuns e da argumentação vazia (ainda agorinha ouvi no rádio o conceito de um preservatico - "o prazer da intimidade" - fiquei sem saber o que significa, onde está o benefício, essas coisas).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Alguém capaz de nos reconduzir àquele ponto, onde estávamos buscando satisfazer necessidades, sonhos e desejos das pessoas. Onde fazíamos pesquisas e refletíamos sobre os resultados. Onde construíamos reputação de marca ao longo do tempo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na letra do samba há mais para pensar:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Samba, agoniza mas não morre. Alguém sempre te socorre,&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;antes do suspiro derradeiro.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Samba, negro forte, destemido, foi duramente perseguido&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;nas esquinas nos botequins no terreiro.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Samba, inocente pé no chão, a fidalguia do salão&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;te arrastou te envolveu.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Mudaram toda a sua estrutura, te impuzeram outra cultura e você não percebeu&lt;/em&gt;."&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sua benção, Nelson Sargento!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/12-01-16/encontros.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Mon, 16 Jan 2012 09:09:46 GMT</pubDate>
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