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    <title>Blog do Castelar</title>
    <description>Blog do Mario Castelar</description>
    <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/home.aspx</link>
    <docs>http://backend.userland.com/rss</docs>
    <item>
      <title>Hoje - 25 de dezembro - é a última quinta-feira de 2008.</title>
      <description>&lt;p&gt;Quando chega o fim do ano nós temos uma certa tendência para refletir um pouco sobre o que fizemos e alguns de nós fazemos as já famosas resoluções de ano novo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pois sei uma história muito antiga - creio que da tradição persa - que trata (ou pode ser entendida como se tratasse) desse momento de exame interior. Porque sabendo de onde viemos e o que fizemos para chegar até aqui, temos um pouco facilitado nosso trabalho de seguir em frente.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Essa é uma história que é contada às quintas-feiras por isso quem quiser conhece-la &lt;a href="~/Files/Mushkil_Gusha.pdf" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mushkil Gusha é o dissipador de todas as dificuldades e meus votos são de que cada um de nós possa resolver suas questões e continuar a jornada de aprendiz, porque como escreveu o poeta Noel Rosa "o mundo é uma escola e a gente precisa aprender a ciência de viver (prá não sofrer)".&lt;/p&gt;
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      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/08-12-25/Hoje_-_25_de_dezembro_-_é_a_última_quinta-feira_de_2008.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
      <comments>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/08-12-25/Hoje_-_25_de_dezembro_-_%c3%a9_a_%c3%baltima_quinta-feira_de_2008.aspx</comments>
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      <pubDate>Thu, 25 Dec 2008 10:37:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Lançamento do livro</title>
      <description>&lt;img width="457" height="330" alt="" src="~/images/convite.jpg" /&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/08-12-10/Lançamento_do_livro.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
      <comments>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/08-12-10/Lan%c3%a7amento_do_livro.aspx</comments>
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      <pubDate>Wed, 10 Dec 2008 17:52:36 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Motorista FC</title>
      <description>&lt;p&gt;Numa visita que fez ao blog, Jorge carrano Júnior me informa que  &lt;em&gt;"o Motorista FC ainda existe, na Rua Major Bezerra Cavalcanti, 460, no Centro da cidade".&lt;/em&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Papai nos levava - Chico e eu - para assistir jogos aos domingos e lembro de algo sobre passar a querer levar apenas um de nós. O que resultou numa interdição materna a essas excursões dominicais, com uma declaração do tipo "os dois ou nenhum".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Agora papai e Chico estão mortos. Rio Bonito é uma lembrança que o Júnior me aconselha a proteger na memória, receando que as mudanças naturais acontecidas na cidade possam me entristecer.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A cidade não chega a ser, como Itabira para Drumond, "um retrato na parede", mas também dói.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Além de o que Chico e papai, que seriam capazes de lembrar o nome de alguns dos jogadores daquele tempo ,não estão mais aqui para me socorrer a lembrança  que se esvanesce.&lt;/p&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/08-12-10/Motorista_FC.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Wed, 10 Dec 2008 09:08:59 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Uma criança morreu em Rio Bonito</title>
      <description>&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family: verdana"&gt;Foi o meu amigo Cláudio Galperin quem me sugeriu que essa frase soava como título de um texto, particularmente em se tratando de mim que nasci em Rio Bonito. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family: verdana"&gt;A frase, parte das notícias sobre as chuvas de fim de ano e suas conseqüências desastrosas, reportava a morte de uma criança num desabamento no "meu" Rio Bonito; uma cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro na direção da Região dos Lagos a cerca de 50 minutos de Niterói.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family: verdana"&gt;Na minha lembrança Rio Bonito é uma cidade pacata, onde Chicão e eu aprendemos a ler e estudamos catecismo. Onde havia um time de futebol chamado Motorista F.C. e onde viviam os amigos do papai. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family: verdana"&gt;Saímos de lá em 1949 para trabalhar na pensão da Tia Zula, em Niterói e regressamos umas poucas vezes, em férias escolares para visitar vovó Ponilha e amigos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family: verdana"&gt;Papai sempre disse que queria ser enterrado em Rio Bonito, mas como também dizia que não tinha onde cair vivo, porque morto pode cair em qualquer lugar, nós o enterramos em São Gonçalo mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family: verdana"&gt;Ultimamente ando sentindo saudades de Rio Bonito e só não programo uma ida até lá porque desconfio que minhas saudades são daquela cidade de 1949 onde se ouvia a marchinha de carnaval "é com esse que eu vou" - sucesso daquele ano - e onde Quia matava porcos diante do olhar maravilhado de uma criança de seis anos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family: verdana"&gt;Talvez  eu tenha relacionado a morte causada pela chuva com aquela outra, causada pela vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/08-12-01/Uma_criança_morreu_em_Rio_Bonito.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Mon, 01 Dec 2008 09:20:12 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Indícios de uma nova era</title>
      <description>&lt;p&gt;Os acontecimentos que convencionamos chamar de "crise internacional" parecem trazer com eles os sintomas de um reposicionamento. A lógica financeira que vinha prevalecendo, desde que me entendo por gente (como diria meu pai), talvez tenha que dividir espaço com a lógica humanista.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Significando que nós teremos mesmo que pensar um pouco mais nas pessoas e só depois nos resultados financeiros que esse jeito de pensar possa nos proporcionar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Isso, quem sabe, nos reconduza ao estudo de filosofia, quem sabe nos estimule a reler sobre ética e a discutir moral.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Também pode ser que voltemos a nos interessar pelos antigos, para pelo menos evitar de repetir os erros da história e a consequente marcha da insensatez.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nesse mundo mais humanista quem sabe daremos mais valor ao tempo, teremos talvez menos coisas urgentes e seremos mais tranquilos, embora operosos e prestantes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sonho com textos mais elaborados, no sentido da busca de precisão com relação ao que se quer dizer.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Imagino uma noção de valor menos esperta e mais próxima das emoções proporcionadas pela experiência  realmente vivida pelas pessoas. E, para minha alegria, vejo que não estou só.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Há outras almas que como o poeta Belchior e eu próprio estão sentindo no vento "o cheiro da nova estação".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/08-11-25/Indícios_de_uma_nova_era.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Tue, 25 Nov 2008 16:35:45 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>ExpoManagement</title>
      <description>&lt;p&gt;Foi incrível!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pela primeira vez falei em público sobre o livro e contei com um grupo de ouvintes atentos e generosos. Pessoas que souberam compreender minha situação de marinheiro de primeira viagem.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Depois autografei junto com o Sandro Magaldi que lançava seu "Vendas 3.0".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Agora estou aqui. Transformado em autor e diante dessa enorme perspectiva.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;"Onde vai dar essa estrada moço? Queira por favor dizer."&lt;/p&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/08-11-14/ExpoManagement.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Fri, 14 Nov 2008 17:45:26 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Primeiro livro</title>
      <description>&lt;img style="float: right; width: 140px; height: 209px" alt="Vidas Secas" hspace="10" src="/Images/livro_castelar.jpg" align="right" /&gt; Escrevi um livro - Marketing da Nova Geração - que será lançado hoje - 12 de novembro - na ExpoManagement, graças ao apoio que a HSM vem me dando.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
O livro trata da dificuldade que as estruturas que servem ao marketing communication aparentam ter para ajustar seu modelo de negócio às mudanças que estão ocorrendo velozmente na vida das pessoas, graças à tecnologia. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Mais informação, circulação rápida, comunicação um a um a partir de bases sem fio, interatividade, comunicação de objeto para objeto. Coisas assim que dão poder às pessoas comuns e ameaçam a eficiência dos recursos tradicionais de comunicação comercial. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Quem sabe nos afastamos muito da cultura tradicional e, com isso, perdemos conexão e, consequentemente nossas mensagens já não produzem mais o espanto esperado? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Quem sabe estamos utilizando palavras gastas para descrever essas situações novas e não estamos obtendo os resultados que gostaríamos? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Quem sabe deveríamos ouvir as vozes que clamam por um mundo mais transparente, verdadeiro, inocente e ético? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Espero que possamos discutir esses temas no blog e a partir da discussão aprender um pouco mais sobre nossa profissão e, com muita sorte sobre nós próprios. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;p&gt;Você pode encontrar o livro "O Marketing da Nova Geração", lançado pela editora Campus, na &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2625947&amp;amp;sid=00162483910124332464697267&amp;amp;k5=11693EB1&amp;amp;uid=" title="Livraria Cultura" target="_blank"&gt;Livraria Cultura&lt;/a&gt; ou na &lt;a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=2605130&amp;amp;ID=C8A230277D80C090C18190526" title="Saraiva" target="_blank"&gt;Saraiva&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/08-11-12/Primeiro_livro.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Wed, 12 Nov 2008 18:06:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O burro do padeiro</title>
      <description>No hotel da Tia Zula, papai fazia um pouco de tudo. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Embora as dores provocadas pela deficiência de circulação e a pressão alta, o deixassem impaciente e mal humorado, ele tinha uma enorme capacidade de adaptação e uma porção de habilidades, principalmente manuais. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Uma delas, por exemplo, era fazer embrulhos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Como ele mesmo dizia, era capaz de embrulhar um ventilador para presente (sem usar fita Durex). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
- Quero ver é conseguir só com barbante. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Sabia a época de plantio de uma porção de coisas. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Fazia contas de cabeça mais rapidamente que nós que freqüentávamos regularmente a escola. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Foi entregador de pão (foi ele quem me contou a história do burro do padeiro que acaba por aprender o caminho das entregas e as paradas. Então o entregador pode dormir acordando toda a vez que o burro para), servente de pedreiro, vigia, garçom, apontador de jogo do bicho. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Terá sido dessa capacidade de adaptação do papai, da sua verve e do seu charme, que veio minha vocação para a propaganda? &lt;br /&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/08-10-22/O_burro_do_padeiro.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Wed, 22 Oct 2008 01:00:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Vovó Ponilha</title>
      <description>Por vezes não nos reconhecia e nos negava a benção, alegando que estávamos apenas provocando ao pedi-la. Mas rezou meu joelho quando todo mundo dizia que não tinha mais jeito e eu fiquei bom. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;em&gt;O que cozo?. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Nervo torto. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Aqui mesmo eu rezo, aqui mesmo eu cozo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Agulha e linha virgens, cozendo um pedaço de algodão branco, posto sobre o lugar onde a dor me parecia mais intensa, foi o que resolveu um problema que um ano de tratamento no ambulatório da Companhia Internacional de Seguros não tinha resolvido. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Adorava homem; cada filho dela foi de um. Era sovina e, completamente, analfabeta; não distinguia nem notas e moedas. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Sabia uma porção de simpatias, um monte de remédios de ervas e rezava algumas doenças, tanto em gente quanto em bicho. Mameluca, tremendamente mal humorada e sem nenhum dente (perdeu todos numa das febres daquele tempo). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Sobreviveu à malária, à febre espanhola, ao impaludismo e sei lá a quantas mais. Sofria de erisipela e devia ter um metro e quarenta de altura. Morreu de velha. E no fim. Despediu-se de nós pacificada e risonha. &lt;br /&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/08-09-26/Vovó_Ponilha.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Fri, 26 Sep 2008 00:00:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Palpite</title>
      <description>Para o papai o cúmulo da pobreza não era a falta de dinheiro, era a falta de palpite para o jogo do bicho. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Um dos amigos do papai, em Rio Bonito, consertava guarda-chuvas. Uma profissão tão improvável como ele próprio. Não tinha nada de seu, exceto a família e os amigos. Tinha mulher e filhos - muitos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Lembro dele; alto, muito magro, de chapéu e sempre limpando a boca com a manga da camisa. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Andavam sempre juntos- ele e papai - e, durante um tempo, anotaram apostas do jogo do bicho. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Quando Dutra fechou os cassinos e proibiu o jogo, papai andou fugindo. Arriscando a sorte no bacará nas cidades do interior e pegando carona nos carros de venda da Companhia de Cigarros Souza Cruz. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Papai contava que, só uma vez, viu seu amigo perder a calma. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Foi quando amanheceu com um daqueles palpites fortes para o bicho e sem um tostão para apostar. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Meditando, na porta do barraco, viu umas galinhas ciscando e perguntou à mulher: - Mulher! De quem são essas galinhas?, iluminado pela idéia de vender uma delas, para seguir o palpite. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
A mulher foi desfiando os nomes dos donos das galinhas (a família era enorme); - Aquela é do fulano, a outra do sicrano. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
E foi, num indicar sem fim, gastando a paciência do coitado, até que só restou uma galinha velha e doente. - Aquela é a sua. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Sem uma palavra, limpando, compulsivamente, a boca na manga da camisa, ele foi até o fundo do terreiro, onde jazia a sua galinha e, segurando o bicho pelas pernas, o partiu em dois. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Feito isso, deixou os pedaços por lá mesmo e foi, para a rua, tentar arrumar algum para a fezinha do dia. &lt;br /&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/08-09-08/Palpite.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Mon, 08 Sep 2008 00:00:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>CPM</title>
      <description>Alugamos um sobradinho ali mesmo na Rua General Jardim (esqueci o número, Evandro!). Só que mais perto da MPM que da Norton. Lá, instalamos a CPM. Uma empresa de pesquisa de opinião&amp;amp;mercado e planejamento de mídia. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Evandro Piccino, Rosa Moyses, Selma, Geraldo, Ângela, Luci, Maria e eu. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Criamos (sempre Evandro e eu) uns títulos pomposos, mas o fato é que a Rosa era analista, a Selma era chefe de campo, o Geraldo, estatístico a Ângela tinha vindo da pesquisa de mídia a Luci cuidava das coisas administrativas e a Maria era secretária. Evandro e eu cuidávamos um pouco de tudo. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Foi uma época fértil. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Discutíamos hipóteses comportamentais, jogávamos sinuca no Sem Nome (Evandro foi quem me ensinou), sonhávamos e planejávamos comunicação. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Ainda havia as conversas com o Antonio da SERCIN e os passeios pela cidade no Chevrolet 52 do Benedito, irmão dele. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Era uma vida tipo anos 70. Paz, Amor e uma vontade louca de plantar com a mão a pimenta e o sal. &lt;br /&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/08-08-28/CPM.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Thu, 28 Aug 2008 00:00:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Fazedor de chuva</title>
      <description>Em 1973 participei da equipe de profissionais da Rhodia que organizou, em Natal, no Rio Grande do Norte, o I ENLIT Encontro Nacional de Líderes da Indústria Têxtil. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Para viabilizar a realização do evento, nós assumimos a gerência da cidade. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Mudamos o horário de funcionamento dos restaurantes, fechamos hotéis, alteramos o trânsito, montamos um hospital de campanha, instalamos ar condicionado no auditório, onde aconteceu o Encontro. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Passamos a ter controle absoluto de todos os leitos disponíveis e ainda ocupamos algumas casas particulares. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
O evento foi um sucesso. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Lançamos e fizemos desfilar a coleção de 28 confeccionistas sob uma só etiqueta de moda, dando continuidade ao processo que havia tido início com o Clube Um, de lançar coleções segmentadas, com calendário e tendências respeitadas pelos diferentes integrantes da cadeia têxtil. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Aprendemos naquela ocasião, que quase tudo é possível desde que haja vontade, criatividade, persistência e disciplina. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Um dia, por exemplo, um personagem de lá, procurado por nós para conseguir uma quantidade maior de leitos nos disse, depois de ouvir nossos apelos: &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Eu não faço chover, mas junto as nuvens. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
</description>
      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/08-08-07/Fazedor_de_chuva.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Thu, 07 Aug 2008 00:00:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Circo</title>
      <description>Já morávamos na Rua Barão do Amazonas, quando Manoel nos levou Chico e eu - ao auditório da Rádio Nacional, na Praça Mauá, para assistir a O Trem da Alegria; um programa de variedades com o Trio de Osso Iara Sales, Lamartine Babo e Héber de Bôscoli. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Lamartine Babo foi um grande compositor. Compôs muitas marchas-rancho, canções e os hinos de todos os clubes de futebol do Rio de Janeiro. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Era torcedor do América e embora os outros clubes tenham recebido dele o melhor que pode fazer em termos poéticos e de respeito às já famosas glórias e tradições de cada um, confessa, no hino do seu clube, a sua preferência: &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Hei de torcer, torcer, torcer. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Hei de torcer até morrer, morrer, morrer. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Pois a torcida americana é toda assim. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
A começar por mim... &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Estávamos no ano do Congresso Eucarístico Internacional que aconteceu no espaço onde hoje está o monumento aos mortos da segunda guerra mundial, no Aterro do Flamengo. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
A área tinha acabado de ser liberada. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Acho que foi nesse ano que fomos ao circo pela primeira vez. Aquele mesmo que, em 1962, pegou fogo. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Morreram tantas pessoas (crianças, a maioria) que durante muitos anos não houve circos ao ar livre em Niterói. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
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      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/08-07-28/Circo.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Mon, 28 Jul 2008 00:00:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Marplan</title>
      <description>&lt;br /&gt;
Comecei em 1967, quando Hermes e eu decidimos vender o Ginásio São Paulo e fiquei sem emprego. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Durante o jogo de buraco, no sábado, na casa do Senna, ele perguntou como ia o colégio e eu falei da venda. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Solidário, ele me contou sobre uma vaga que existia na Marplan. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Na semana seguinte, fui contratado. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
O cargo era o de Supervisor, mas comecei preenchendo fichas de quarteirão; bairro, número para sorteio, ruas pelas quais ele é formado e alguma informação relevante que tenha sido fornecida pelo pessoal de campo, do tipo quarteirão ocupado por hospital. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Também realizei entrevistas domiciliares, verificação de questionários e tabulação manual. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Um dia fui promovido a Analista. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Os analistas recebiam o briefing, redigiam a proposta, construíam o questionário, elaboravam o plano de tabulação (nas pequenas amostras chegavam a fazer, manualmente, a tabulação) e apresentavam os resultados ao cliente. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Por causa disso, pude aprender um monte de coisas num curto espaço de tempo. Desde o sorteio dos quarteirões até a impressão do relatório. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Trabalhei um tempo sob a direção do Alfredo do Carmo, que me ensinou um bocado e sugeriu jeitos de dar forma à minha intuição. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Conheci a Dilma e a Mariza Brugiollo, analistas sensíveis, disciplinadas e estudiosas. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Trabalhei com o Júlio Vercezi, o Pergentino, o Arthur César, a Aline Cabral. Convivi com o Whair, a Tânia, a Olenka. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Meu Deus! Tive mesmo muita sorte. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Freqüentei uma ou duas das famosas reuniões de sábado na casa do Alfredo, com os caras do primeiro time. Como Dr. Otávio da Costa Eduardo decano dos pesquisadores brasileiros. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Na atividade de pesquisa achei minha turma. Na maioria dos casos, gente que não tinha medo da sua ignorância (afinal, ignorar é o requisito básico para pesquisar). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Essa é uma das razões pelas quais, não sei por que vim parar em propaganda. Publicitário sempre sabe tudo ou tem uma teoria. Ouviu num congresso, teve acesso aos resultados de um workshop. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Enfim, prefere morrer a dizer que não sabe. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
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      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/08-07-15/Marplan.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Tue, 15 Jul 2008 00:00:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Mundo velho!</title>
      <description>A sensação de que tudo está acontecendo ao mesmo tempo pode ser enormemente perturbadora, particularmente para um planejador de comunicação e marketing. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Antigamente a compra estava situada no final de um caminho que era tanto psicológico quanto físico. Além de decidir-se pela compra a pessoa precisava ir até a loja. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Havia espaço para muita interferência no caminho. Propostas de outras marcas, ofertas de redução de preço ou de condições comerciais especiais, promoções com prêmios e mesmo apelos de concorrentes indiretos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
E, como todos nós sabemos, a viagem favorece a reflexão. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Quantas vezes saímos para adquirir um produto e mudamos de idéia durante o deslocamento, não por nada de especial, mas apenas pela distância entre o momento em que decidimos e a chegada ao ponto de compra. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Hoje podemos ir ao ponto de compra num clic. A mensagem de venda pode também ser o caminho da compra ou trazer o link. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Perdemos? Ganhamos? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
Como dizia aquele personagem do Érico Veríssimo Êta mundo velho sem porteira!. &lt;br /&gt;
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      <link>http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/08-07-08/Mundo_velho.aspx</link>
      <author>Mario Castelar</author>
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      <pubDate>Tue, 08 Jul 2008 00:00:00 GMT</pubDate>
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